29 – Lei da Regra de Ouro/Ética

29 – LEI DA REGRA DE OURO / ÉTICA

Por mais de vinte anos Napoleon Hill observou a maneira pela qual os homens se comportam, quando atingem o poder, e chegou à conclusão convicta de que os que conseguem poder de outra maneira que não seja por um processo vagaroso, passo a passo, estão constantemente em perigo de destruir-se e destruir também todos aqueles sobre os quais exercem influência.

Por dezenas de vezes ele ouvira falar da REGRA DE OURO, mas não se lembrava de ter ouvido uma só explicação da lei em que se baseia, e somente no final de sua obra compreendeu esta lei e a incorporou em seu livro. A REGRA DE OURO significa para ele substancialmente:

FAZER AOS OUTROS APENAS AQUILO QUE DESEJARÍAMOS QUE OS OUTROS NOS FIZESSEM, SE ESTIVESSEM EM NOSSA SITUAÇÃO.

Há uma lei eterna por meio da qual colhemos sempre o que semeamos. A lei da ação e reação. Escolhendo a REGRA DE OURO para guiar as nossas ações e transações com os outros tanto quanto possível, se soubermos que estamos pondo em ação, com esta escolha, um poder que seguirá o seu curso, influenciando a vida dos outros, volvendo finalmente a nos prejudicar ou a nos ajudar, de acordo com a sua natureza. Assim sendo, não é aconselhável fazer aos outros aquilo que não queremos que os outros nos façam, e sim garantir para nós mesmos todos os benefícios de: Pensar apenas o que desejamos que os outros pensem de nós.

Esta REGRA DE OURO de Napoleon Hill é hoje aqui considerada como a LEI DA ÉTICA, pois é a palavra que traduz de forma mais completa a intenção final que ele resumiu de forma exemplar. ÉTICA é a palavra que escolhemos para compor nossa penúltima LEI DO OLHO DE TIGRE.

Atualmente eu sempre digo que ÉTICO é aquilo que a gente faz de correto sem ninguém precisar estar observando. Definir ÉTICA é tarefa para mais um livro inteiro, entretanto é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ÉTICA é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter.

A ÉTICA se preocupa com as formas humanas de resolver as contradições entre necessidade e possibilidade, entre tempo e eternidade, entre o individual e o social, entre o econômico e o moral, entre o corporal e o psíquico, entre a inteligência e a vontade, entre o natural e o cultural. Essas contradições não são todas do mesmo tipo, pois o homem não é apenas o que é, mas ele precisa tornar-se um homem realizando em sua vida a síntese das contradições que o constituem inicialmente.

Um problema ÉTICO é, em essência, um problema apenas teórico. Uma coisa importante para o homem seria CONHECER O BEM, porque daí se seguiria necessariamente somente o FAZER O BEM. Não se compreende alguém que possa FAZER O MAL sendo alguém que CONHEÇA O BEM. Um homem MAL é sempre um IGNORANTE que deveria ser curado pelo aprendizado. O aprendizado sempre desemboca num dilema ÉTICO.

Atitude ANTI-ÉTICA não existe e somente aconteceria quando houvesse sensação de angústia ou peso na consciência (aquela voz interior que nos dá mensagens de remorso). Sem que esta sensação realmente esteja presente não se estará cometendo nenhuma infração ética.

Mas o que dizer do deputado que frauda, do ladrão que rouba, do professor que engana, do fiscal de aceito suborno? Eles não estarão cometendo infração ética se não sentir o senso de angústia ou peso na consciência por fazer o que faz. Ele simplesmente tem uma ÉTICA diferente, mas não pode-se dizer que trata-se de alguém sem ÉTICA Pode até desconhecer os preceitos básicos, o que lhe transforma num IGNORANTE e num numa pessoa ANTI-ÉTICA.

A liberdade de consistir, antes, na opção VOLUNTÄRIA pelo BEM, consciente da possibilidade de preferir o MAL é a ÉTICA. Mas qual a distinção entre o BEM e o MAL? O dilema não significa que se ESCOLHA entre o BEM e o MAL, mas a escolha pela qual se EXCLUI ou que se ESCOLHE o BEM e o MAL.

ÉTICA, segundo Mário Sérgio Cortella, é o conjunto de valores e princípios que todos utilizamos para decidir entre as 3 grandes questões da vida: QUERO, DEVO e POSSO. Tem coisa que eu QUERO, mas não DEVO; em coisa que eu DEVO, mas não POSSO; e tem coisa que eu POSSO, mas não QUERO.
Quando uma decisão equilibra estas três questões você estará exercitando a ÉTICA. Pensar nesta LEI é um pressuposto MORAL que deve parametrizar todas s demais LEIS.