Apatia corporativa, qual a razão ?

artigo 4 - apatia corporativa

Apontada por profissionais de Recursos Humanos como uma das principais “doenças empresariais” atualmente, a Apatia corporativa não tem uma causa específica e sim uma série de fatores internos e externos que corroboram para que ela se instale nas corporações.

Tem que estar atento aos primeiros sinais. Mas, como fazer isto? Instalando pesquisas sobre o clima organizacional e apresentando ao colaborador condições melhores para se manter o bom clima global interno e externo.

Não existe uma resposta pronta para isto. É evidente que as causas são as mais variadas, pois cada empresa possui a sua personalidade, mas o diferencial pode ser encontrado na filosofia nova proposta, nas atitudes e decisões dos seus dirigentes.

Mediante este quadro, como podemos então motivar as pessoas apáticas? Como podemos identificar a diferença dos funcionários motivados dos que estão desmotivados? Como atingir estes dois profissionais ao mesmo tempo?

Segundo os pressupostos da PNL, cada indivíduo age ao seu tempo, ao seu modo, à sua maneira. Portanto, como poderemos utilizar esta ferramenta para motivar? Encontrando um denominador comum, utilizando-se de ferramentas que façam com que este colaborador apático reencontre o MOTIVO, pois está sem ele no momento, as razões pelas quais façam com que este profissional DECIDA, FAÇA e SIGA com DISCIPLINA

Se a apatia já tomou conta de sua organização, como identificar estas características e reverter este quadro? Algumas das características mais relevantes para se identificar a apatia são as seguintes, ressaltando que, é claro e evidente, possam existir muito mais além destas, dependendo do perfil de cada empresa:

      •  Pouca ou nenhuma comunicação entre as pessoas, esteja ela em qualquer nível ou departamento;
      • Ambiente de trabalho mal organizado;
      • Fluxo de trabalho e processos inadequados;
      • Lentidão na solução de problemas;
      • Dirigentes com pouca acessibilidade;
      • Diferenças claras entre diretores e gerentes sem um objetivo comum em prol da empresa (a famosa “guerra de egos”);
      • Inexistência de medidores de performance;
      • Colaboradores não têm acesso à informação de resultados; dentre outras.

Existem também fatores isolados que dividimos em três vertentes

      1. Apatia do Colaborador: Em geral por algum problema familiar, falta segurança, falta de perspectiva na vida pessoal e principalmente na profissional. Se considerarmos o “tempo de crise” que hoje assola o mundo, gera medo e, consequentemente, paralisa o colaborador por instabilidade gerada na empresa;
      2. Apatia dos Dirigentes: Falta de acessibilidade, pouca comunicação, falta de objetivos claros e metas plausíveis. A prática diverge do discurso;
      3. Apatia Empresarial: Instabilidade do mercado, baixa demanda, concorrentes com políticas, metas e objetivos bem definidos e superiores à empresa em questão.

 

Como lidar com apatia corporativa

Uma vez que a apatia está instalada é preciso muita coragem, determinação, disciplina e colaboração mútua de ambas as partes para que este quadro se reverta. Mas temos que levar em consideração as crenças limitantes que podem estar incrustadas nesta situação: tanto empresa quanto colaborador têm suas convicções de acordo ao seu “mapa de mundo”. O que vem a ser isto: em PNL costumamos dizer que MAPA NÃO É TERRITÓRIO, ou seja, há uma diferença incontestável entre a realidade e a experiência de um organismo.Toda pessoa tem seu próprio mapa e a construção do mesmo é determinada por fatores genéticos e pela história de vida pessoal de cada um. Isto é, nenhum mapa de alguém é mais “real” ou “verdadeiro” do que o mapa do outro. Considere seu cérebro e as informações que existem nele, a sua história de vida, suas experiências como sendo o seu MAPA. Percebe que cada ser tem sua peculiaridade?Não é o seu “território” ou a “sua realidade” que limitam as pessoas, mas sim AS ESCOLHAS DISPONÍVEIS E ESCOLHIDAS ATRAVÉS DELAS. Desta forma, podem existir dentro do mapa de cada colaborador crenças que os limitem a progredir. Como fazer para motivar e mudar este quadro?

Primeiramente devemos identificar esta crença – são filtros perceptivos através dos quais vemos o ambiente. Em seguida, tratar, buscar o estado desejado; criar meios para que se consiga checar se esta meta foi atingida; verificar se o objetivo atual não entra em conflito ou discorda totalmente do estado desejado e desafiar os recursos internos necessários para que isto ocorra.

No entanto, devemos tomar cuidado ao mudarmos uma crença, pois temos alguns fatores relevantes a prestar a atenção:

  • Algumas pessoas não desejam mudar;
  • Aquelas que se propõe a mudança, não sabem como agir perante  o novo comportamento, visto que é a primeira vez que se depara com ele. Ela não tinha esta referência interna e lidar com ela requer uma adaptação;
  • Não se permite a usar o nova crença.

Questões comuns em relação às crenças tendem a cair em uma das seguintes classes:

  • Desesperança: Crenças em que o objetivo desejado é inatingível, independente das próprias capacidades;
  • Impotência: Crenças em que o alvo desejado é possível, mas que não há capacidade para consegui-lo;

Portanto, PNL pode ser uma das ferramentas para ajudar a alavancar e mudar este quadro, como qualquer outra técnica, mas desde que se tenha sempre um compromisso assumido: A DECISÃO DE MUDAR. Como? Utilizando alguns dos itens como antídoto ou remédio para que a empresa tenha uma BOA SAÚDE novamente ou para que este vírus seja eliminado por completo do seu mundo corporativo, mas desde que sejam utilizados com DISCIPLINA e VONTADE. Vamos a eles:

  • Planejamento e estabelecimento de metas e objetivos claros, com divulgação de resultados para compreensão de todos da empresa;
  • Medidores de performance compreensíveis e que possam ser acompanhados por todos;
  • Implantação de canais de comunicação em todos os níveis e departamentos da empresa;
  • Incentivo às atitudes proativas e reconhecimento de tais atitudes;
  • Viabilização de perspectivas internas;
  • Desenvolvimento pessoal, sempre apresentando e deixando claro para o colaborador o que se espera dele pós-investimento em treinamentos, palestras ou qualquer outra atividade que ele participe, o envolvendo a cada dia em seu aperfeiçoamento pessoal e profissional;
  • Criação de grupos heterogêneos visando maior participação de todos. – Transparência em relação às pessoas.

 

Como dissemos, em PNL “TODO COMPORTAMENTO TEM UMA INTENÇÃO POSITIVA”. Busque-a sempre. Sua automotivação é essencial. Não se contamine com a apatia. Tudo que está ao nosso redor só está porque permitimos. Porque se a pergunta é pode, a resposta é pode, resta a você fazer a escolha e dizer sim ou não.

Permita-se a se comprometer com você e não espere a resposta no outro ou na empresa. Aprenda a usar seus recursos internos com coragem. Esteja atento e não permita que a apatia lhe contamine.

Márcia Pavani