30 – Lei da Consiliência

Recentemente tem-se falado muito sobre PENSAMENTO SISTÊMICO que configura o entendimento das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização e o ambiente externo. É muito mais do que PENSAMENTO INTEGRADO que não inclui em sua abordagem Teoria Geral dos Sistemas de Karl Ludwig von Bertalanffy, publicados entre 1950 e 1968.

Recentemente, no meu livro MAPEAMENTO E GESTÃO POR PROCESSO / BPM, tenho incluído na baila acadêmica esta terminologia nova que decidi também utilizar para fechar as 30 LEIS DO OLHO DE TIGRE. Trata-se do PENSAMENTO CONSILIENTE.

Não desejo me alongar nesta última LEI, mas a considero extremamente importante. Tomei contato com esta terminologia desde 1999 quando adquiri um dos livros de maior complexidade para ler dos que já tive em minhas mãos. Até então o livro de mais difícil leitura foi de Jean-Paul Charles Aymard Sartre em sua obra O SER E O NADA. Entretanto o livro A UNIDADE DO CONHECIMENTO – CONSILIÊNCIA – SERIA A CIÊNCIA CAPAZ DE EXPLICAR TUDO (Edward O. Wilson – Ed. Campus) foi realmente o que me exigiu um desafio acima de minhas capacidades, o que, com certeza, reduziu de forma significativa minha Zona da Mediocridade (vide LEI DA CORAGEM). Este livro esteve na lista dos best sellers do New York Times e da Amazon. Edward O. Wilson é um biólogo americano que defende a unidade fundamental de todo o conhecimento e a necessidade de uma busca da Consiliência única, a prova de que tudo no mundo está organizado segundo um pequeno número de leis naturais fundamentais que compreendem os princípios subjacentes a todos os ramos do saber.

Faz reconhecer o ENCANTAMENTO JÔNICO (expressão do físico e historiador Geral Holton) que considera a unidade das ciências, uma convicção de que o mundo é ordenado e pode ser explicado por um pequeno número de leis naturais. Foi a palavra CONSILIÊNCIA a chave para tal unificação. Willian Whewell em sua síntese de 1804 (The philosophy of the inductive sciences) foi o primeiro a utilizar esta terminologia, literalmente um salto conjunto de conhecimentos, pela ligação de fatos com a teoria baseada em fatos, em todas as disciplinas, para criar uma base comum de explicação.

Como eu disse, o livro é muito, muito complexo de ler e de compreender, portanto preciso reduzi-lo quase que irresponsavelmente para que possamos passar a idéia básica que fará dele uma das leis mais importantes desta obra. Não que as demais 29 LEIS não sejam importantes, as são e disse reiteradamente isto ao longo de todo o livro, mas esta última encaixota tudo e nos permite ir adiante. A síntese da síntese da síntese é que a ordem do aprendizado deveria ser:

1- Primeiro reconheça “alguma coisa” sobre “quase tudo”

2- Depois aprenda “quase tudo” sobre “alguma coisa”

Sendo assim, toda vez que chegardes a uma conclusão confortável sobre alguma coisa compreenda que parou de percorrer a jornada e está fazendo o item 2 sem ter passado pelo item 1. Toda vez que resolver se especializar em alguma coisa para chegar a qualquer tipo de “conclusão” está fazendo o item 2 sem ter passado pelo item 1. Toda vez que procurar o encontramento está fazendo o item 2 sem ter passado pelo item 1. Enfim, toda vez que que estiver fazendo o item 2, estará contrariando o item 1 e estará portanto contrariando a LEI DA CONSILIÊNCIA.

Seu desenvolvimento pessoal acaba de começar. Nada terminou com o término fictício de alguma coisa. Continue na jornada. Busque eternamente, sem jamais parar, e curta a beleza de simplesmente VIAJARA PARA DENTRO DE SI MESMO.