Saber ler não basta. É preciso ler, ler rápido e saber aprender de outra forma, fotolendo!

Produzi um vídeo no meu canal do YOUTUBE falando sobre a importância de ler de uma forma diferenciada no mundo que nos está sendo apresentado no século XXI, onde a oferta de informações é muito maior do que nossa capacidade de absorção, principalmente se considerarmos a forma que fomos doutrinados a ler e estudar no século passado.

A lacuna de escolaridade sempre foi tão grande que aprender a ler, seja lá do jeito que fosse, já traria uma evolução da cidadania muito relevante. A taxa de analfabetização caiu de forma importante, entretanto, foi divulgada pelo IBGE, em junho de 2019 na última Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua, que o Brasil tem ainda, pelo menos 11,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos analfabetas (6,8%) e as metas de redução existem, mas apenas 50% dos estados a batem de forma sistemática.

Neste parágrafo quero me referir aos 93,2% da população brasileira que saíram desta estatística de analfabetismo, mas ainda pouco em relação a frequência que outros países divulgam. A Market Research World publicou o Índice de Cultura Mundial, ranking sobre diferentes hábitos culturais de diversos países, entre eles a leitura. E ao revisar este último quesito, os países que encabeçam o hábito de ler são verdadeiramente surpreendentes. O país que mais lê no mundo é a Índia, que ocupa essa distinção desde 2005. Os indianos dedicam, em média, 10 horas e 42 minutos semanais para ler. Os seguintes três postos também são ocupados por países da Ásia: Tailândia, China e Filipinas. Quanto à América Latina, o país mais leitor é a Venezuela, no 14º lugar. Depois vem Argentina (18º), México (25º) e Brasil (27º) com médias de leitura que rondam menos da metade de tempo que dedicam na Índia. Portanto a primeira superação para quem lê pouco é que lêssemos mais, antes até de saber ler melhor. Poxa, lemos menos que a Argentina!

Agora dedico este parágrafo àqueles que leem regularmente, com dedicação de pelo menos 1 hora por dia (7 horas por semana). Estes devem sentir o sofrimento de querer ler mais do que já lê, mas que não dá conta por que sua velocidade de leitura é limitante. A crença secular é que se lermos rapidamente perderemos a capacidade de compreender e reter o que se está lendo, e isto pode ser verdade, entretanto existem diversas técnicas que ajudam você a aumentar a sua velocidade de leitura com maximização da compreensão e retenção do conteúdo lido. Qualquer curso que você possa pagar ou qualquer livro que lhe forneça técnicas de exercícios de saltos visuais (e que você os faça com determinação e compromisso) lhe ajudará em aumentar de forma significativa sua velocidade de leitura. A média de velocidade das pessoas que leem regularmente é de 250 PPM (palavras por minuto), mas a grande maioria dos que apenas sabem ler tem velocidade bem inferior a isto, e se considerarmos o requisito compreensão, que sugere uma leitura mais lenta, a velocidade abaixa de forma relevante. Para saber sua velocidade de leitura (em PPM),  baixe este arquivo e siga as orientações para descobri-la.

Eu me dedico a velocidade de leitura desde muito tempo e já fiz diversos cursos de leitura rápida e li mutos livros também, tendo hoje uma velocidade de leitura de 800 a 900 PPM, e isto fez, e ainda faz, muita diferença em minha vida profissional e até pessoal. Já vi pessoas que tem velocidade de 3.000 PPM, mas são pessoas fora da curva e caracterizam uma exceção muito rara, ou seja, aumentar duas ou três vezes sua velocidade atual já está de bom tamanho. Numa das videoaulas de nosso CAC – Curso de Autoanálise Comportamental eu falo de uma técnica que aprendi que considero muito boa, disponibilizando todo o material de exercícios em formato digital, que pode fazer muita diferença para você. Veja lá!

Para terminar, gostaria de me referir a mais uma evolução no que tange a leitura, agora não mais referente a velocidade, mas a forma de aprender por meio de conhecimento escrito. Trata-se da Fotoleitura, uma técnica desenvolvida por Paul R. Scheele, da qual fui capacitado pelo Prof. Huáras Duarte (credenciado pelo autor na técnica) já faz bastante tempo, que alterou de forma definitiva minha forma de aprender. na mesma aula do CAC – Curso de Autoanálise Comportamental eu também falo desta técnica e até forneço alguns formulários que eu inventei para me ajudar na aplicação da técnica de Paul R. Scheele.

A premissa da Fotoleitura é que primeiramente reconheça que existe uma possibilidade de conexão utilizando seu cérebro como antena (veja a videoaula de minha LEI 08 – LEI do MASTER MIND disponível no CDC – Curso de Desenvolvimento Comportamental ou leia este artigo publicado no Linkedin ou ainda compre nosso livro AS 30 LEIS DO OLHO DE TIGRE) e o livro que escolheu como conector entre você e o autor (ou autores) e a partir daí aplique a técnica e aprenda como se estivesse lendo (mas isto não é  leitura, é muito mais que isto). Hoje eu faço de um jeito que eu mesmo desenvolvi ao longo dos anos, utilizando o livro de cabeça para baixo ou com os olhos fechados. Muito louco não é?! Mas, acredite, hoje eu fotoleio tudo, leio rapidamente o que me é interessante e prazeroso e somente estudo que é me é mais vital ainda. Minha ordem de aprendizado foi completamente invertida e isto mudou de forma substancial minha capacidade de aprender e aplicar o que aprendi. Se existe alguma diferença entre eu e outras pessoas, a diferença é esta!